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" Vento da Treva "
Alphonsus
de Guimarães Filho - 1918
Vento da noite, vento da treva,
Meu santo irmão!
Agita os sinos do desespero,
Vento da treva,
Agita os sinos do desespero,
Para que sofra meu coração!
Vento da noite, vento da treva,
Meu santo irmão!
Frade sem pouso, vento da treva,
Agita as vagas do desespero,
Agita as vagas do desespero,
Para que uive meu coração!
Vento da noite, vento da treva,
Meu santo irmão!
Com as mãos rapaces viola os astros,
Vento da treva,
Com as mãos rapaces viola os astros,
Para que morra meu coração!
( Antologia da Nova Poesia Brasileira
J.G . de Araujo Jorge - 1a ed.
1948 )
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