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Velha Imagem "

  
  Trago essa alma de um rio e parar não consigo.
Avanço!... e hei de acabar sozinho, sem ter nada...
As mulheres que amei, já esqueci-as!... - bendigo
a paisagem que passa e se some apressada! ...

Explicar não sei bem o que se dá comigo,
- minha vida se vai, por minha alma levada
como um barco sem rumo em constante perigo
à tona d'água livre em revolta enxurrada!

Sou arrastado assim... e assim vou para a frente,
- são as águas levando pela corredeira
o barco sem governo ao sabor da corrente...

Até que a minha vida, arremessada ao léu,
se arrebente ao rolar de uma queda traiçoeira
enquanto a alma em vapor de espumas sobe ao céu!  


(Poema de JG de Araujo Jorge extraído
do livro " AMO ! " 1a edição 1938 )


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