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" Soneto À Ariel "
Arquiteto do sonho, escultor da Poesia,
desenhei num projeto de ilusão dourada,
o templo de cristal da minha fantasia
à beira de uma fonte irrequieta e encantada.
Ergo o meu templo ao alto, sobre a escadaria
das minhas emoções - e o mármore da escada
é rubro , - e vou fazendo essa obra, na alegria
do sonho, e na tristeza da alma já cansada...
Há colunas de pé, hieráticas, serenas,
relembrando a visão do Partenon de Atenas
num tempo em que os heróis eram deuses no céu...
E quem entra, percebe, no interior em calma,
o esboço de uma estátua, onde plasmo a minha alma
feita apenas de luz... como a estátua de Ariel!
( Poema de J. G . de Araujo
Jorge
do livro " AMO ! " - 1938 )
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